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Este hotel é fantástico,
Espero voltar a viver,
Esta experiência incrível,
Antes de morrer.
Este hotel é fantástico e a comida era extraordinária.
Família Oliveira Pinto - 3 Abril 2010

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Turismo Sustentável
Turismo SustentávelO Poejo
Por um Turismo Sustentável

História

"A reutilização de espaços, de materiais e até de estruturas é um facto constatado ao longo da história das civilizações. Independentemente da sua razão, económica ou cultural."

O edifício da unidade hoteleira é apenas um edifício comum, sem valor inestimável reconhecido. No entanto, ele é um marco na aldeia de Santo António das Areias pois representa um quotidiano de algumas gerações: os seus modos de vida, as suas tradições, os processos construtivos. Faz parte da história do desenvolvimento económico do concelho de Marvão. Assim, pode e deve ser preservada, revitalizada, reciclada.

1º momento – A História

O edifício da Boutique Hotel O Poejo é a primeira unidade hoteleira de Marvão e Castelo de Vide, remontando a construção do edifício ao ano 1919.

Apesar do turismo ainda ser incipiente na região, Santo António das Areias encontrava-se em pleno desenvolvimento industrial. João Nunes Sequeira, fundador da Nunes Sequeira, S. A., construiu o edifício, com o propósito único de instalar uma Pensão (6 quartos, 2 pisos) doando-o seguidamente á Junta de Freguesia – Abril, 1920 - para exploração: Pensão Ribeiro.

O edifício localiza-se na esquina da Rua da Padaria com a Avenida 25 de Abril, próximo da sede das fábricas, centro das transacções comerciais.

No piso térreo instalou-se um Lagar, solução utilizada para o escoamento da azeitona de segunda escolha não aproveitada na fabrica de conserva. No pátio exterior realizava - se a recepção e pesagem das azeitonas carregadas em carroças, sendo depositadas nas tulhas - parcialmente assinaladas no muro existente - até á sua prensagem. O edifício pertence assim a um período histórico e arquitectónico de grande relevância: o início do desenvolvimento económico, demográfico e social desta pequena aldeia. Santo António das Areias crescia tornando -se urbano, com apogeu nos anos 50 e 60. Nos campos circundantes construem-se avenidas, bairros sociais e lotes para alojar a nova população que trabalhava nas duas novas fábricas, cria-se uma comissão de moradores, inédita no tempo, que irá construir as infra-estruturas recreativas - centro de espectáculos para teatro e cinema, bailes de temporada e a maior discoteca do Distrito A Cave, o centro desportivo, a Praça de Touros.

A Pensão Ribeiro funcionou durante décadas e com o passar dos anos sofre o desgaste do tempo, do uso, da falta de modernização, da exigência dos tempos modernos. Nos anos oitenta já se encontrava sem condições de funcionamento, em avançado estado de degradação. O Lagar encontrava-se desactivado, parte das áreas de tulhas transformadas em armazéns de calçado.

2º momento – A Reconstrução

Em 1990, três accionistas da Nunes Sequeira, S.A. decidem adquirir o edifício, criando a empresa Grácio, Boto e Casa-Nova, Lda., com o objectivo de reabrir a unidade hoteleira : programa simples, pensão residencial. Pretendia colmatar a procura turística crescente do concelho – a vila de Marvão agora possuía uma pousada (16 quartos), uma pensão residencial (8 quartos ) de propriedade da Câmara Municipal, algumas casas de turismo de habitação . Pretendia também atingir o mercado corporate, através das empresas de Santo António das Areias.

Mantendo-se a traça alentejana original, conservando-se a fachada e aumentando o pé direito ao nível do sótão ampliou-se o nº de quartos.

Mas o promotor rapidamente se apercebe das carências na oferta: iniciando um processo contínuo de formação de colaboradores, desenvolvendo serviços e actividades em animação - a única na região a oferecer pacotes culturais em permanência.

3º momento – A Revitalização

O projecto de Reclassificação e Ampliação iniciado em 1998 foi lento, as novas intervenções cuidadosamente estudadas: projecta-se o Pólo de Artesanato do Castanheiro, com a preocupação de preservar o artesanato da cestaria de Marvão, já em extinção, obtendo-se a Declaração de Interesse para o Turismo.

Como alguns promotores são comuns ás fábricas de Santo António das Areias, estuda-se a inserção parcial do Espólio Industrial da Nunes Sequeira, S.A., iniciando-se a classificação, recuperação e restauro das peças a integrar no futuro.

As obras de Reclassificação/Remodelação iniciam-se em Dezembro 2005, sendo concluídas em Dezembro de 2006. Em Janeiro de 2007, reabre com o nome Albergaria O Poejo Boutique Hotel****, responsabilidade de António Realinho - projecto de arquitectura, Manuela Murteira - paisagismo, Lígia Casanova Boto - arquitectura de interiores.

Tanto a Reconstrução como a Revitalização deste edifício baseia - se nos princípios de sustentabilidade. A primeira reinseriu-o na estrutura urbana, vitalizando – a e anulando a sua degradação, contribui para o não alargamento da área construída no Parque Natural de S. Mamede. A segunda intervenção era inevitável, reforça-o: introduzindo factores ecológicos interagindo com o meio natural.

O desenvolvimento do novo conceito da unidade hoteleira baseia-se nestes princípios, aumentando a qualidade e da vontade do promotor de lhe dar continuidade: prolongando o seu ciclo de vida e função, valorizando a sua memória , preservando através da conservação de características originais – fachada, vãos, reintegração do pátio. A sua colaboração originou um grupo de trabalho onde a interdisciplinaridade foi essencial para o planeamento eficiente do edifício, considerando o seu ciclo de vida e o elevado desgaste na actividade.

O objectivo é a melhoria de qualidade da oferta e competitividade, aumentar os serviços prestados, implantando um restaurante, factores vitais para o desenvolvimento dos produtos estratégicos, Touring, Gastronomia e Vinhos, Turismo Natureza, tendo em conta o potencial do Norte Alentejo: Parque Natural de S. Mamede (valor paisagístico, faunístico, florístico, científico), património histórico-cultural (arqueologia, arquitectura, etnografia), nível de preservação e genuidade elevadas.

Adquirindo o edifício devoluto e implantando uma unidade hoteleira, resgatou-se a história. O compromisso manteve-se preservando-a com a opção de reclassificação: restaurar, recuperar e manter. Minimizou-se o impacto ambiental, reduziu-se o tempo e custos de obra, contribuiu-se para a valorização urbana e não a sua degradação, preservando os valores arquitectónicos e paisagísticos, melhorando a qualidade devida da comunidade. Ampliou-se a sua vida útil, contribuindo no meio ecológico: reduzindo recursos naturais (energia e matéria), área urbana construída, de aterros sanitários devido ás demolições e respectivas contaminações, produção de novas matérias de construção civil, reutilização e reciclagem de elementos de construção do projecto. Tendo em conta que esta aldeia tem a maior densidade populacional jovem, invulgar no Alentejo, o maior leque de serviços disponíveis (CTT, supermercados, farmácia, banco, lojas várias, posto de combustíveis, escolas e infantários, bares, cafés, mercado, etc.), também contribui para o desenvolvimento local, para a articulação de oferta e complementaridade de serviços, fixando pessoas. A inserção de Sto. António das Areias/ Beirã no roteiro turístico Marvão / Castelo de Vide, que de outro modo não visitava o lado Norte do concelho, potenciando tradições: alguns dos nossos hóspedes visitam o mercado da aldeia, o único do concelho que se realiza aos Sábados/ manhã, comprando produtos das hortas em redor.